Férias em Morro de São Paulo

Eu nem ia escrever sobre Morro de São Paulo. Não sei bem porque havia decidido isso. Mas o fato é que tudo mudou quando fui na festa insana de quarta-feira. Sim, sabia que precisava compartilhar a experiência. Porque o Morro é isso mesmo, a experiência. É muito mais o que se sente e se vive por lá, do que o que se vê.

A escolha da praia começou por mim pesquisando melhores destinos para solteiros no Brasil. Oh yes! Depois da calmaria de Punta Cana, queria um pouco de agito e diversão. Morro de São Paulo, esse balneário, parte da ilha de Tinharé, no norte da Bahia, aparecia em todos os resultados. A Mari topou na hora e iniciamos as providências.

Contratamos um transfer antecipado, que nos levaria do aeroporto direto pra ilha. Direto em termos. Uma treta chegar no pico, o que faz dele ainda mais especial. Trinta minutos de van, 40 minutos de barco, 1h40 de van e mais 15 minutos de lancha. Chegamos com o por do sol. Foi mágico!

Na chegada haviam os táxis. Homens com carrinhos de mão, dispostos a carregar a bagagem pela bagatela de R$ 15,00 por peça! Parece caro, eu sei, mas é dar os primeiros passos e se deparar com a primeira das muitas ladeiras que enfrentaríamos e já deu vontade de abraçar o tiozinho. Pois é. Depois de tudo que fizemos para chegar lá, era hora de botar as panturrilhas para funcionar e procurar nossa pousada.

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Morro de São Paulo consiste basicamente de quatro praias, a Primeira, a Segunda, a Terceira e a Quarta. Sim, esses são os nomes das praias. Criativos, não? Na pesquisa, descobrimos que o agito acontecia mesmo na Segunda, então foi por lá que nos hospedamos. No final, faço uma avaliação dos serviços e locais para auxiliar quem quiser planejar sua próxima viagem pra lá.

Largamos as coisas no hotel e fomos direto para a beira da praia, num dos bares/restaurantes com música ao vivo e cerveja gelada do lugar. De cara, deu pra notar a quantidade incrível de argentinos por lá. E não é só a passeio, não. Muitos acabaram ficando e hoje trabalham nos estabelecimentos do Morro. Mas além deles, americanos, italianos, franceses, alemães. A ilha é uma gringaiada só, o que deixa essa mistura louca ainda bem mais divertida. A final do campeonato de rugby que tava rolando no domingo pode ter contribuído um pouco com esse cenário.

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Na segunda-feira, curtimos o dia na Segunda praia, que no meu entender é a melhor das quatro. Cheia de restaurantes e bares, paramos no atendimento do Branco, que montou duas espreguiçadeiras perto de um guarda-sol e prometeu nos atender durante o dia. Nos cobrou R$ 5,00 cada cadeira. Vale a pena! E ali ficamos, curtindo o mar frio e verdinho, a areia fofa, cervejinhas e petiscos.

A noite rolou o que eles chamam de luau, mas que de luau mesmo não tem nada. Na verdade é uma festa na praia, no meio de muitas barraquinhas de caipifrutas, com músicas das mais variadas possíveis, todas com uma qualidade assustadoramente ruim. Foi de sertanejo a sofrência, passando por arróxa (sim, aparentemente esse é um estilo musical) e por músicas em espanhol. Deu pra dar boas risadas dos gringos, especialmente os argentinos do rugby, que pareciam ter caído pra dentro da garrafa de cachaça.

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Na terça caminhamos pela Terceira praia e fomos até o comecinho da Quarta. Nessas duas, com o recuo do mar, formam-se piscinas naturais nos corais. Bonitinho, até, mas achei meio barrento o caminho e por lá não tem estrutura montada, o que complica a vida naquele sol. Entrei numa piscininha, vi uns peixinhos e voltamos pro atendimento do Branco. Fomos ver o por do sol num mirante perto do farol. Acho que nunca subi tanta escada na vida! A noite conhecemos o Lucas, que nos falou da tradicional Festa do Teatro. A festa é considerada a melhor da ilha e já acontece ha 23 anos, toda quarta-feira. Então bora lá, né? Programa certo para o dia (noite) seguinte.

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As 9h chegou um moço na pousada para nos levar para o passeio de volta na ilha. É o passeio mais tradicional que tem por lá e vale muito a pena. Passamos o dia na lancha do George, que nos levou para duas piscinas naturais, praia do Cueira, onde comemos a mundialmente – segundo eles – conhecida lagosta do Guido. De lá fomos passear pelo Rio do Inferno, cercado de mangue, que tem esse nome por causa da grande quantidade de bancos de areia. Paramos num restaurante flutuante que servia ostras e outras iguarias a preço de banana e aproveitamos para um mergulho na água (quase) doce. O passeio todo é uma delícia e vale muito a pena. Custou R$ 75,00 por pessoa, dura o dia todo e ainda dá direito a muita emoção com a lancha em alta velocidade saltando as ondas em alto mar.

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E a noite tínhamos a festa!

O problema é que eu não sei nem como começar a explicar essa festa. Primeiro, nos disseram que era meio longe, mas nunca poderíamos imaginar o quanto. E morro acima! Um “guia/barman/local/promoter” juntou um grupo no centrinho (ah sim, Morro tem Centro) e rumamos a festa que começava a meia noite, como todas por lá. Começamos a subir. E a subir. E a subir mais um pouco. Aí nos deparamos com a escadaria gigante que deveríamos subir, mas nosso amigo guia disse que conhecia um caminho melhor. E entramos mato adentro. Sério, parecia cena de Bruxa de Blair. Ninguém conhecia o lugar e estávamos todos seguindo um desconhecido pelo meio do mato escuro. Ri muito daquela situação.

“Ao invés de 188 degraus, por aqui só subirão uns 20”, dizia o moço. Na verdade eram uns 40, mas não eram bem degraus, mas aquele tipo de escada que se forma nas raízes de árvores, sabe? E quando finalmente chegamos no topo, mais uma caminhada de 10 minutos na areia fofa. Chegamos exaustos, suados e totalmente desmontados. O lado bom disso tudo é que todo mundo chegaria do mesmo jeito.

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A festa prometia duas pistas, banda ao vivo, capoeira, fogueira (???) e filmes (???). E tinha tudo isso mesmo! Além de um poeta meio chapado, metido a mestre de cerimônias, que declamava um dos seus textos entre uma “atração” e outra. Aliás, atração a parte eram novamente os gringos de bermuda e camisa social. Pra quê, senhor? Lá pode tudo, chinelo, bermuda, homem sem camisa (amém)… Ninguém se importa com o que o outro está usando, todos querem apenas se divertir.

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Na saída, um cara nos ofereceu um táxi até a escadaria (não voltaríamos sozinhas pelo meio do mato, e pra descer todo santo ajuda!). Saímos e nos deparamos com isso:

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Fomos a pé mesmo… E realmente o caminho do menino era bem melhor. Quem for, confie.

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Na quinta-feira nós curtimos a ressaca apenas. Fomos curtir o por do sol na famosa Toca do Morcego (e vá ladeira). Que clima sensacional do lugar. Música ao vivo com a cantora Julia Morena. Ainda ouviremos falar dela! Semana que vem ela lança uma música linda que fez sobre Morro de São Paulo. Assim que der, posto aqui. Tinha luau a noite novamente, mas o corpinho pediu trégua! Uma noite bem dormida se fazia necessário!

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A sexta seria nosso último dia. E amanheceu com uma leve garoa. Aproveitamos para dar uma caminhada até a Quarta praia antes de subirmos para pular da tiroleza que sai lá do farol e cai dentro do mar na Primeira praia. Mas a preguiça falou mais alto e acabamos ficando pela praia. Pra nossa sorte! Depois descobrimos que por causa do mau tempo, a tiroleza não estava funcionando. Economizamos pelo menos três ladeiras e uns vários degraus!

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A noite tinha festa na Toca. Em Morro de São Paulo, cada dia tem uma festa. Elas não se sobrepõem e assim todo sempre vão para o mesmo lugar. Tanto a festa do Teatro quanto a festa da Toca custaram R$ 40,00 por pessoa. O repertório de música ruim continuou, dessa vez com eletrônica. Inclusive uma versão do Nirvana que faria o Kurt se contorcer no túmulo. Valeu, sempre vale. Me diverti.

As 6h da manhã nosso “taxista” estava nos esperando, sob chuva, para partirmos rumo a Salvador, encerrando uma semana maravilhosa de férias que passou rápido demais. Ficou a certeza de que voltaremos, um carinho gigante pelo lugar e pelas pessoas de lá e uma saudade desde já de um lugar onde todos podem ser o que quiser.

Serviço:

O receptivo da Cassi Turismo foi ótimo na chegada e bem meia boca na saída. Acho que como já conhecíamos o percurso, nos deixaram mais soltos. Ainda assim, vale o custo, algo em torno de R$ 120,00 por pessoa para a opção semi terrestre, que foi a que escolhemos.

A pousada Bahia 10, na Segunda praia tem uma ótima localização, mas o quarto é minúsculo. Compensa pelo excelente atendimento e simpatia dos funcionários, desde o José, que lavava a piscina todos os dias de manhã e me fazia companhia nos dias em que minha rosse me fez madrugar. Além disso, nem todas as pousadas tem piscina, e no dia da ressaca, a piscininha foi providencial. E eles tem o Abel de mascote. Uma iguana de 9 anos e 8kg.

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Na Segunda praia tem um restaurante ao lado do outro e é sempre uma briga pra ver quem te conquista. Mas não chega a ser agressivo. O ruim é que as músicas as vezes se misturam. Mas curtir um jantarzinho na beira da praia compensa. By the way, os garçons são daquele jeito. Atenciosos, mas bem devagar. Teve um que, quando abanávamos tentando chamá-lo, ele abanava de volta e continuava conversando com seus amigos. Kkkk

A pousada e mesmo o vôo não é caro, mas o custo de vida na ilha é caríssimo. Comida e bebida. Especialmente em se tratando de frutos do mar. Vai entender…

Descobrimos que tem vôo da Azul pra Valença, que fica a 15 minutos de lancha de Morro. Fica a dica pra quem quiser ir.

O passeio volta da ilha consiste no seguinte:

O passeio “Volta a Ilha de Tinharé” é o mais requisitado e conhecido passeio de Morro de São Paulo e não pode ficar de fora do roteiro durante sua viagem a Morro de São Paulo. É um verdadeiro tour pelas ilhas de Tinharé e dá aos turistas uma visão ampla do Arquipélago, além de proporcionar ótimos momentos de relaxamento e diversão pelas belas praias e pontos turísticos de Morro de São Paulo e Boipeba.
O “Volta a Ilha” sai do ponto de embarque localizado na Terceira Praia de Morro de São Paulo ou ainda do cais. A saída é por volta das 9h30min ou 10h e o retorno, aproximadamente às 17h. O passeio dura em média oito horas e é realizado em lanchas e embarcações do tipo flex boat.
Ao total são cinco paradas, podendo ter quatro dependendo da maré do dia, ou seja, se a maré não estiver boa para parar nas duas piscinas naturais é feita somente uma parada. O ideal é que a maré seja baixa. As paradas nas piscinas de Garapuá (Morro de São Paulo) e Moreré (Boipeba) demoram em média 50 minutos em cada uma. Se as piscinas estiverem com boa visibilidade para o mergulho podem demorar um pouco mais. É indescritível a sensação de estar nas piscinas naturais no alto mar de Garapuá ou Moreré. Ambas apresentam águas cristalinas e uma grande quantidade de peixes coloridos. Um snorkel para mergulhar é indispensável neste momento. Nas piscinas de Garapuá há um bar em alto mar que serve os turistas com bebidas e petiscos.
Após as piscinas naturais de Garapuá e Moreré, o passeio “Volta a Ilha” prossegue parando na praia de Cueira, em Boipeba. Cueira recebe os visitantes com um cenário paradisíaco: um imenso coqueiral que envolve um mar azul e uma areia clara. Mas não é somente a natureza a grande atração de da parada em Cueira. Na beira da praia está o quiosque improvisado do Seu Guido, um antigo e famoso pescador de Boipeba que vende há anos, lagostas na praia. Vale à pena experimentar as lagostas do Seu Guido!
De Cueira as lanchas partem para a praia da Boca da Barra. Quem desejar poderá fazer o percurso de Cueira até a Boca da Barra através de uma trilha no meio da mata e que passa pela praia de Tassimirim. A caminhada tem a companhia de guias que ficam na praia e o tempo é em média de 20 minutos.
A próxima parada é na praia da Boca da Barra, em Boipeba, onde os turistas geralmente almoçam num dos restaurantes localizados na beira da praia. Você terá a oportunidade de saborear pratos deliciosos à base de frutos do mar e depois descansar com a brisa suave, nas redes que ficam nos restaurantes. Por volta das 14h30 o passeio continua pelo Rio do Inferno rumo a Cairu, a sede administrativa do arquipélago. Em Cairu é feita uma visita ao convento de Santo Antônio um rico patrimônio histórico do tempo da colonização do país.

De Cairu as lanchas retornam para Morro de São Paulo, ainda pelo Rio do Inferno, com uma última parada em Canavieira, onde há um criatório natural de ostras. Não deixe de provar as ostras gratinadas e depois dê um mergulho no rio. É uma delícia!

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Punta Cana – segundo dia

Não quis mudar a sequência nos títulos dos posts, mas esse texto bem que poderia se chamar de “O dia da vergonha alheia”!

Acordei mais cedo do que deveria e aproveitei para fazer um estudo aprofundado do melhor local para ficarmos em volta da piscina. Avaliei direção do sol, proximidade do bar, proximidade do banheiro e proximidade do restaurante que serve pizza o dia inteiro. Fui chamar a Mari, expliquei sobre a pós graduação em melhor lugar para tomar sol que recém havia feito e nos instalamos. Dessa vez foi a vez dela pensar “quem sou eu pra discutir?”.

Tinha tudo para ser um dia tranquilo, dentro dos padrões all inclusive, então convidamos o José para participar. Primeiro foi uma Blue Marguerita, depois um Tequila Sunrise… Mas aí, mais do que de repente, aparece a Amber e sua trupe. Mas Amber não se lê assim como tu tá pensando. Se lê Éééémmmmmbêêrrrrr, bem alto e nasalado. Pelo menos foi essa a pronúncia que, a partir daquele momento, passamos a ouvir a cada dois minutos.

A Amber é do Texas, e trouxe com ela um grupo grande de outros americanos da mesma região. Estão em uma viagem de despedida de solteiro e vieram inteiramente equipados: bonés uniformizados e fluorescentes, canecas de cerveja térmica e fluorescentes, copos personalizados para drinks e charutos. Muitos charutos. Ah, tinha também uma mulher maravilha! Literalmente!

A trupe se instalou bem do nosso lado e fez a diversão da galera ao redor. A Mari acha que a Amber e a Mulher Maravilha são ex cheerleaders, mas eu acho mesmo que a Amber é ex Hooters. Sempre que um dos homens queria mais cerveja, se ouvia o Éééémmmbêêrrrr, Ai nid biiiieeeerrr! E eles sempre queriam mais cerveja! Faz a conta!

E claro, houveram performances. Eu perdi o dog style, mas a Mari disse que presenciou tudo.

Aí tu pensa: ta, a vergonha alheia acabou aqui. Mas não… Eis que me aparece uma fotógrafa do resort e começa a dirigir os casais da piscina em poses, na concepção dela, românticas, na nossa, esdrúxulas! E os casais atendiam aos pedidos dela!!! A grande maioria morrendo de vergonha, mas atendiam. Eram abraços pra cá, pega no colo pra lá, pega na garupa, joga água… Lindo de ver.

Aí a noite teria uma Domenican BBQ Party na praia. Churrasco, festa e praia! Como não ir? Chegamos cedo. Um mega buffet de comida, com carne assada tipo hamburguer. Nenhuma picanha apareceu por lá, mas mesmo assim, tava gostoso. E além da comilança, tinha o bar, é claro, e uma pista de dança retro iluminada. Alta produção.

A fotógrafa já estava lá e chegou a deitar na areia para conseguir o melhor ângulo para fotografar um casal (????). E logo chegou a Amber! Pronto, se acharam de novo! Amber de regata e sem sutiã, no melhor estilo Hooters. Pronta para um possível concurso de camiseta molhada. Pra nossa sorte, ele não aconteceu.

Mas teve dança, e ela dominou a pista. Dessa vez fui eu a presenciar a performance dog style. Ficamos ali, observando e dando risada da situação que só piorava. Vez que outra dava uma queda geral de luz e tínhamos alguns minutos para recuperar o fôlego para gargalhar novamente assim que voltássemos a enxergar. Quando o pessoal começou a dispersar, fomos embora, afinal, só Deus sabe o que nos espera amanhã!

To be continued…

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Punta Cana – primeiro dia

Acordamos as 8h03. Isso mesmo! Porque aparentemente a Mari não consegue colocar o despertador para hora fechada. Quem sou eu pra discordar? E fomos para o café da manhã. Muitas opções, incluindo churros com chocolate. Decisão importante a ser tomada: o que fazer com a balança que tem no nosso quarto? Entre virar de cabeça para baixo e guardar no armário, optamos pela segunda!

Próxima decisão do dia: piscina (qual delas?) ou praia? Optamos pela praia.

O hotel tem um número bem agradável de pessoas. E pela grande quantidade de opções que oferece, nada fica lotado. Fomos pegar nossas toalhas de praia e demos a primeira risada do dia com o cara que cuidava dessa área. “Ohhh, Brasil! Brasil tá quebrado! Dilma quebrou Brasil!”. Parece que a notícia se espalhou!

Nos instalamos em nossas cadeiras já montadas e acolchoadas e demos início ao Projeto Carvãozinho 2016. Um tempinho depois, quando pensei em ir até o Beach Bar abrir os trabalhos nos drinks, aparece uma moça na nossa frente perguntando se gostaríamos de beber alguma coisa. Eles servem os drinks na praia! Um momento semi orgásmico logo pela manhã!

O temperatura do mar é muito quente. Pra mim, quente demais. Então na hora de dar uma resfriada, fomos para a piscina de borda infinita que ficava logo ali, de frente pra praia. Não sem antes dar uma passadinha no resort ao lado para termos ali a certeza de que fizemos a escolha certa. O vizinho é da mesma rede, o que significa que temos tudo incluso lá também. Mas não, obrigada. Esse sim, lotado. Crianças correndo, centenas de pessoas na piscina, gritaria… Voltamos correndo!

A noite fomos experimentar o restaurante tailandês e cortar um pouco o doce dos drinks com o amargo gostoso de uma cerveja gelada. O dia de sol é longo e, antes das 22h já estávamos querendo cama. Talvez fosse aquela sensação de domingo a noite. Afinal, amanhã é segunda-feira, dia de trabalho… Só que não!

To be continued…

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Punta Cana – a chegada

“Beta, vamos pra Cancun?”, incrivelmente, foi a partir dessa pergunta que eu vim parar em Punta Cana! Ok, ok, ok, espertinhos, eu não tô louca, nem perdi os livros de geografia. Sei bem que Cancun fica no México e que Punta Cana é na República Dominicana, o que quero dizer é que, foi inspirada no convite da Tatá e do Marcelo, que acabei marcando essas férias… E carregando a Mari comigo! Obrigada dupla!

Mas antes de optarmos por Punta Cana, diversos outros destinos foram cogitados, entre eles, obviamente, Cancun, que era a primeira opção por motivos óbvios. Mas conversa vai e conversa vem, Mari e eu acordamos em uma questão: na verdade, não queremos conhecer nada, não queremos subir montanha, caminhar, nem se aventurar em esportes aquáticos. O que queríamos mesmo era uma semana de férias no sentido mais literal da palavra. Queríamos all inclusive, queríamos drinks coloridos e, mais do que tudo, queríamos não fazer nenhum esforço, nem mental, nem físico.

Ok, Punta Cana it is. Um destino relativamente barato, com boas opções de resorts, bons reviews no Trip Advisor e um vôo da Gol quase direto. Ainda assim, confesso que fiquei um pouco relutante com a decisão e segui pesquisando por alguns dias outros destinos no Caribe. Não sei bem o por quê. Mas enfim acabamos comprando nossa estadia e a passagem. E começou a contagem regressiva.

E o grande dia chegou! Encontrei com a Mari em Brasília (sim, o vôo era quase direto pra mim, e direto pra ela) e rumamos ao nosso destino. Sei que muita gente acha que eu vivo tirando férias, mas a verdade é que são raras as vezes que isso acontece. E sempre que acontece, me faz lembrar o quanto é bom! Já no vôo, indícios de uma semana de sucesso: vim deitada em três bancos só pra mim, curtindo uma musiquinha e já entrando no clima de descanso total.

Seis horas depois, o avião pousou no aeroporto com telhado de sapê e pudemos respirar o tempo quente e úmido da República dominicana. E já na chegada uma coisa ficou nítida: quem acha que o povo brasileiro é alegre o tempo todo, obviamente nunca pisou por aqui.

Pegamos uma táxi em meio a confusão de carros e pessoas no desembarque e, em cinco minutos, estávamos no Catalonia Royal Bavaro. Um resort tido como um destino para solteiros. Sem crianças ou casais em lua de mel. Pelo menos era mais ou menos isso o que as recomendações da internet diziam.

Na chegada, a moça da recepção explicou em detalhes todas as facilidades do hotel… E todas as opções! Uma coisa era certa, seria uma semana para comer e beber infinitamente, e sem pagar um tostão a mais por isso. Parecia pouco tempo apara aproveitar tudo o que estava a nossa disposição.

Já na primeira noite, uma White Party na praia. “Ok, me serve!”, pensei! Nos trajamos a caráter e fomos experimentar os primeiros drinks coloridos da jornada.

To be continued…

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Na ilha da magia

“Aqui não tem criminalidade. Roubo, violência, vocês não precisam se preocupar com isso”. Essas foram as primeiras palavras do guia logo que chegamos a tão famosa ilha de Fernando de Noronha. Falam isso porque hoje em dia já não há maior privilégio do que esse. Belezas naturais? Tem também! Mas também tem em outros lugares. Agora, viver em comunidade, cada um respeitando o espaço – e as coisas – do outro, ah, isso é só em Noronha, mesmo.

Trânsito? “De vez em quando acontecem uns acidentes. Tartaruga bate em tubarão, arraia se desentende com polvo…” Que realidade é essa? Aos poucos fica fácil perceber que ela é o reflexo da natureza, que educou um povo sem refinamento, mas com respeito e preocupação pelo meio que lhes dá o necessário para viver. Mesmo que pelo turismo.

Assim de cara, o Noronhense pode não parecer muito simpático. Mas é só essa primeira impressão. A verdade é que são bem prestativos e adoram contar histórias. Só que estão tão acostumados com turistas o ano inteiro que não se preocupam em estender tapete vermelho. E nem precisa!

Noronha é uma aula de civilização. Nos quatro dias que passei na ilha, vi locais (ou “estrangeiros” que vivem por lá) recolhendo lixo que o vento carrega para o mar. Um deles chegou a parar o barco para juntar da imensidão azul, um saco de salgadinho que destoava da paisagem. Só na ilha, pude ver um tubarão do meu tamanho nadar tranquilamente por baixo de mim e ter a certeza de que ele prefere o buffet de frutos do mar que se oferece bem na sua frente, do que uma perna minha, torrada pelo sol. Como culpá-lo?

Não é bem um destino de lua de mel, como muitos imaginam. Aliás, as atividades são tantas e tão intensas, que seria difícil ainda ter energia para consumar casamento na volta para a pousada. Noronha é um destino de aventura: snorkel, mergulho com cilindro, prancha VIP, caminhadas, pontos de observação. Tudo exige muita coxa morro acima, panturrilha batendo o pé de pato e fôlego, para concluir as atividades inteiro e para absorver toda a diversidade de animais e de cores e ouvir todas as histórias da ilha.

É tudo muito simples, sem luxo. Internet? Forget about it! E é tudo caro. Mas vale cada centavo. Minha recomendação? O fundo do mar. Murchei de tanto querer nadar atrás de todas as possibilidades de animais que poderia descobrir por lá. Além do tubarão – ponto alto da aventura -, vi arraia, tartarugas gigantes, peixes de todas as cores e combinações – até um que parecia de oncinha. Percebi também que eles não se preocupavam com a quantidade de máscaras os observando. É como se soubessem o quanto valem. Como se soubessem que não existe melhor lar. Alguns pareciam se exibir, numa dança que exaltava ainda mais sua beleza.

E por falar em se exibir, que emoção a parte ver o show dos golfinhos rotadores. Para se comunicarem entre si, eles chegam a girar sete vezes antes de cair da água. E andam em bandos. Bandos de muitos golfinhos!! Nunca havia visto algo igual. Vários seguem os barcos por bastante tempo, como que nos escoltando em nossa saída, e foi ainda mais emocionante saber o real motivo: os machos vem para a superfície para despistar, enquanto fêmeas e filhotes fogem para um local mais seguro. Os homens deviam aprender com os golfinhos…

Que esse santuário possa manter-se preservado, e que essa vida marinha se sinta para sempre segura, para que nós humanos “civilizados” possamos viver ao menos uma vez a experiência de coexistir com respeito e admiração.

Algumas observações:

  • Os Noronhenses insistem que os tubarões da ilha são vegetarianos. Os interesse deles se resume a batata da perna, maçã do rosto, flora intestinal e raiz do cabelo.
  • Resultado de quatro dias de snorkel é bumbum napolitano. Além do creme e do chocolate, ficou uma faixa vermelha no meio.
  • Em Noronha não existe por do sol nublado. Lá acontece eclipse nuvial.
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Quando o garçom é bom demais…

Eu ía começar o texto com a frase: “se tem uma coisa que me irrita…”, mas decidi mudar. Afinal, vamos combinar que eu não sou lá o melhor exemplo de paciência desse mundo. Logo, muitas coisas me irritam. Mas bem, imagino que seja unânime que todos gostamos de ser bem servidos. Em bares, baladas, restaurantes, ou onde for… Mas tão ruim quanto ser atendido por aquele garçom mal educado e mal humorado, é ser atendido por aquele que dá bom dia até pra pasta de dente.

Quando o garçom é bom demais, ele acaba sendo inconveniente na execução do seu papel. Ele chega e o assunto na mesa tem que parar, pois sabemos que ele deve ficar por ali por alguns longos minutos e que, qualquer, qualquer mesmo, assunto que ele escute, será relacionado com alguma história, piada ou causo. E ele não hesitará em dividir contigo!

Quando o garçom é bom demais, ele acha que mais do que servir a comida, a bebida ou seja lá qual tenha sido o pedido feito, ele precisa servir alegria, felicidade e arco-íris brilhantes com pôneis saltitantes. Ele não respeita o estado de espírito do cliente e insiste na tentativa de arrancar dele, nem que seja um mísero sorriso amarelo.

_ Uma água, por favor!
_ Ah, sim. Tu sempre pede água, né?
_ Na verdade eu sempre peço suco, hoje eu resolvi pedir água.
_ Ué! Tem certeza? Mas eu lembro de ti. Então não é água que tu sempre pede?

É nessa hora que ele aparece. O tal sorriso amarelo! E a gente faz aquela cara de “querido, quem sabe tu vai buscar a porra da água e me deixa comer em paz?”. Talvez esse seja um dos únicos casos em que o bom não tá no quente nem no frio. O bom garçom é o morno!

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Alone in Bali – Day 6

Curti uma prainha em Seminyak para me despedir de Bali. A areia é fofa, mas é preta. Gruda no protetor e fica uma meleca. A praia é flat, tipo as nossas lá do sul, com exceção da cor do mar. Quase não tem onda por aqui, então a turistada aproveita para fazer aulas de surf. Foi divertido assistir.

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Comi minha última refeição típica indonésia e fui fazer uma massagem para enfrentar a jornada bem relaxada. Encontrei aqui algumas coisas que ainda não havia visto em Bali: táxi com taxímetro, água com gás e faca (até então eu recebia um garfo e uma colher e tinha que me virar com isso).

Acabei dividindo o táxi para o aeroporto com um casal de franceses e, conversando com eles, pude perceber que a escolha dos destinos muda bastante. Os europeus preferem o lado Leste da parte sul da ilha, enquanto que os brasileiros vão para o Oeste. Pelo jeito ainda tem muita coisa pra ver por lá.

Fora a vontade de voltar (logo!), ficam algumas conclusões. Na minha percepção, é claro:

Melhor praia: Balangan
Melhor hotel: Pink Coco, em Padang Padang
Melhor quarto: Rumah Lada, em Ubud
Povo mais simpático: essa é difícil, mas fico com Ubud e Seminyak
Lugar mais diferente: Uluwatu Beach
Melhor comida: Ku De Ta, em Seminyak
Da pra passar sem: Jimbaran

Peguei o vôo Denpasar – Doha e me surpreendi com o atendimento da companhia aérea. Como tenho um status alto no programa de fidelidade One World, as aeromoças vieram todas se apresentar pra mim, dizendo que qualquer coisa que eu precisasse era só chamar. Além disso, a cada refeição, eu dizia a minha preferência antes de ela começar a servir. Achei bem carinhoso e simpático.

Agora estou em Doha, acho que no Lounge mais bacana que eu já vi. São 00h35 e meu vôo é só as 8h da manhã. Melhor nem dormir por aqui e deixar o sono para as 14 horas de vôo que tenho que enfrentar até São Paulo. E depois aquela perninha final até Porto Alegre. Haja fôlego! Mas valeu muito!

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Alone in Bali – Day 5

Acordei de um pulo, com uma música alta, triste, quase um choro, às seis da manhã! Corri pelo quarto igual uma barata tonta procurando por algum despertador que estivesse tocando sem minha autorização. Logo percebi que a música vinha da rua, um chamado para a reza Indu. Logo hoje que eu queria dormir um pouquinho mais…

Tomei um café maravilhoso na Rumah Lada e me fui ao Centro, de motinho. Eles não respeitam at all a sinalização por aqui, e o resultado era eu apavorada na carona do meu piloto que ía tranquilamente pela contramão. A bunda dele deve ter diminuído, de tanto que eu apertei com medo de bater o joelho no carros que passavam por nós.

Fiz minhas comprinhas que faltavam. Sarongs para a mulherada da família e uma cadeira de pendurar no teto. Oh yes! Tô levando uma cadeira pra casa! Negociei um mototaxi para voltar e meu piloto parecia ter uns 14 anos. Disse ele que sabia chegar no hotel, mas acabou que eu mesma tive que dar as direções. É bom mesmo eu ser um GPS ambulante numa hora dessas!

Ao meio dia, para minha surpresa, o Madi não estava lá para me buscar, conforme o combinado. Mas ele logo ligou para dizer que estava preso no trânsito. Por fim, quem acabou me buscando foi o irmão dele. Quase uma hora de viagem até Seminyak, eu pescando no banco de trás, mas segurando para não perder nada da viagem.

Já na chegada, deu pra perceber que Seminyak é bem diferente de todo o resto de Bali. Parece uma São Paulo, só que na beira do mar. Elegante, chique, cheia de hotéis e restaurantes de alto nível. Meu hotel, o Ping (é esse mesmo o nome) é bem bonito. Bom custo benefício, mas bem mais simples do que os outros onde fiquei. O staff, em compensação, é tão querido ou mais! Minha dificuldade aqui tá sendo com o inglês deles. Êta sotaquezinho difícil de entender…

Almocei no hotel mesmo e fui dar uma descansada para estar inteira para curtir o famoso por do sol no Ku De Ta, um tradicional restaurante daqui. E que por do sol. E que lugar! Uma atmosfera jovem, vibrante, novamente com um serviço impecável. E pra completar, foi lá que comi a melhor refeição até agora em Bali. Também pudera, a conta deu 720 mil rupias (eu pago em torno de 40 mil cada refeição). Só pra constar, comi o tradicional suckling pig (tipo um porco no rolete).

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Agora é descansar e preparar as coisas para curtir um pouco do meu último dia em Bali, amanhã. Sábado tô em casa, já com saudades daqui e com a certeza de que voltarei ainda muitas vezes.

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Alone in Bali – Day 4

Dez e meia da noite e não consigo decidir como começar o post de hoje. Talvez Ubud tenha me deixado sem palavras, pra dizer o mínimo. O coração de Bali!

Deixei Padang Padang ao meio dia, e conforme o combinado, Madi estava lá para me levar ao próximo destino: Ubud. Cheguei na pousada meio arrependida, pensando “o que é que vim fazer aqui?”. Então entrei no quarto… UAU!

UAU, UAU, UAU! Não era um quarto, mas um bangalô só pra mim! Todo em estilo japonês, com móveis antigos de madeira belíssimos. E o banheiro é aberto. Assim mesmo, ao ar livre. Claro que cercado por muros, mas é como se o banheiro tivesse uma varanda. Só vendo pra acreditar.

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Peguei minha bolsa e fui perguntar para a dona do lugar como fazer para ir ao Centro. Sabia que lá eu poderia caminhar entre os lugares que queria visitar. Trisna não só me explicou como chegar de um lugar pro outro, ela desenhou um mapa e pediu para um dos meninos me levar. De moto! Uma querida. Disse que eu poderia esperar no restaurante que ela tem por lá, que as 21h alguém estaria lá para me buscar. Como assim?

O menino que eu não sei o nome me levou direto para a Monkey Florest, a Floresta dos Macacos. Quem me conhece e sabe da minha loucura por bichos pode imaginar minha felicidade por lá. Já entrei com duas pencas de bananas! E os macacos aqui são uns fofos, subiam na minha cabeça, no meu ombro, até colo eu dei… Mas as bananas duraram pouco. Eu sou facinha!

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Saí de lá e caminhei até o Ubud Palace, por entre lojas de roupas e artesanato local. Me segurei para não comprar (muito!) pois sabia que la na frente haveria um free market, daqueles de negociar até a mãe. Parei para tomar um suco no meio do caminho porque o calor aqui é de matar.

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Cheguei no palácio, comprei entrada para o show de dança que acontece a noite e fui às compras. O mercado tava meio vazio e a galera desesperada pra vender. Eu, como sempre, prefiro não chegar no limite da negociação, mas num preço que considero justo pra mim e bom pra eles. Tudo o que eu não gastei na viagem toda ficou ali. Saí feliz…

Caminhei mais um pouco até o Warung Lada, o restaurante da Trisna, e almo/jantei. O lugar serve comida caseira indonésia e juro que manteria fácil a dieta se legumes fossem sempre tão bons quanto os que eu comi ali. Mais tarde eu pedi a receita para a Trisna, mas apesar de ela jurar que é muito fácil, vai caldo de peixe e caldo de ostras, que convenhamos, não é bem assim pra encontrar pelo Rio Grande do Sul. Deixei minhas compras ali e voltei para o Palácio.

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O show de dança foi meio chato, pra dizer a verdade. Eles dançam muito com os olhos, se é que isso é possível, e apesar de interessante, uma hora e quinze de olhinhos dançantes não fazem muito o meu estilo. Voltei para o restaurante e encontrei a própria Trisna, com o marido e o cheff, que me fizeram sentar e experimentar a Ginger Beer (cerveja de gengibre), receita do maridão. Como boa fã de gengibre que sou, amei a cerveja, que pra mim tava mais pra refrigerante. De qualquer forma, to levando a receita pra casa!

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Impossível sentir a verdadeira cultura balinesa sem pisar por aqui. Não é a toa que o lugar é chamado de O Coração de Bali. Aqui sim, Tatá, fiquei com muita vontade de abraçar vários e perguntar “Por que tu é tão queriiiiiido?” Voltamos para a pousanda, a Trisna e eu, já com o plano de retornar amanhã para comprar umas coisinhas que hoje tive que deixar pra trás.

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Alone in Bali – Day 3

Apenas o terceiro dia e tanta coisa já vista. E Bali segue me surpreendendo com a energia e as paisagens, por vezes estonteantes, por outras, simplesmente fora do comum. O dia começou cedinho, como já de costume, com o sol alto na janela. Desci para o café, mas para minha surpresa, estava tudo fechado. Aparentemente tudo começa um pouco mais tarde por aqui.

Fui pra piscina e acabei conhecendo mais um casal de Porto Alegre, que no fim, descobri que o cara é irmão do dono da pousada de Garopaba que eu conheci em Balangan. Quem diria? E se eu ainda tinha dúvidas sobre me locomover no dia de hoje, elas acabaram logo de cara. A Mariana me contou sobre a experiência do casal com a motoca: ela caiu e se esfolou toda e o namorado foi reto na parece. Motocas selvagens!

Pink Coco

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Fui até a recepção e pedi para alugar um carro com motorista, saindo ao meio dia e voltando depois da Katchak Dance, pelas 19h. Muito receptiva, a moça ligou para uma empresa e fechou o negócio, me custaria 100 mil rupias por hora, portanto, 500 mil rupias o dia (?!?!?!). Ou eles não sabem direito fazer conta por aqui, ou ela negociou o preço e eu não entendi… Enfim, no início pareceu caro, mas no fim achei que valia a pena pagar 100 reais pra ter um carro a minha disposição a tarde toda.

E por falar em preços, esqueci de comentar que aqui em Padang Padang é tudo bem mais caro do que em Balangan. Uma refeição por lá saía em torno de 40 mil rupias com bebida, enquanto que aqui, só o prato fica em torno de 100. Deve ser a inflação porque a Julia Roberts já passou por aqui!

Peguei meu novo motora e fomos direto a Green Bowl. Segundo minha pesquisa, e veementemente confirmado pelo Marcelo e a Tatá, esse seria o destino mais bonito da ilha. Mas numa dessas últimas aulas lá na Perestroika, o Felipe Anghinoni disse que a expectativa é a mãe da merda. Pois é! O mar aqui, com certeza tem a cor mais bonita, as ondas quando quebram parecem cor de pasta de dente de menta, mas a praia estava cheia de lixo! Como é um lugar meio deserto, imagino que seja o próprio mar que jogue as porqueras ali, mas de qualquer forma, achei bem desagradável.

Green Bowl

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Alguns balineses estavam pescando por ali e logo vieram pra minha volta, tentando se comunicar. Mas ao invés de falarem inglês, tentavam me ensinar o indonésio. Não deu! Logo me dei conta de que eu era a única pessoa ali, cercada por cinco homens, com 283 degraus pra subir até encontrar meu motorista. Achei melhor vazar. Na boa, achei que não valeu a trabalheira. É muita escada. Muita! Talvez seja mais bacana em grupo, mas definitivamente não é lugar para se ir sozinha.

Próximo destino: Uluwatu Beach, a meca do surf! Essa praia é sensacional, diferente de tudo o que eu já vi. tem que descer morro abaixo (como sempre!) pelo meio de uma “favela” de bares e restaurantes. Assim mesmo, desorganizando, uns por dentro dos outros, sem sinalização… Achar o caminho pra descer foi difícil, mas vi que a maré tava alta e tinha só um pedacinho de areia. Resolvi então sentar pra almoçar em um desses lugares, com vista privilegiada para as super ondas e as manobras dos surfistas. Sensacional.

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Pra quem estiver acompanhado, essa é a praia onde rolam as festinhas. No One Finn, todo domingo, tem uma festa ao por do sol, com música eletrônica (éca!). Mas além desse, tem vários outros barzinhos legais por ali. Valeria ter passado uma noite por aqui também.

De lá, fomos ao Uluwato Temple, um templo Indú bem tradicional daqui, onde, ao por do sol, rola um espetáculo de dança chamado Katchak Dance. O show é maravilhoso! Sem música, sem instrumentos, só um grupo de homens gritando Katchak, katchak, katchak repetidamente (ainda acho que vou sonhar com isso!) e os atores interagindo ao redor. Nunca vi nada igual. Meu único problema era decidir se eu olhava pro sol ou pra dança. os dois eram lindos!

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As 19h o espetáculo terminou e voltei pro hotel com meu motora, sã e salva e pronta para ir para Ubud amanhã ao meio dia. inclusive tô pensando em trocar a ida ao vulcão por uma ida ao Ubud Palace, onde acontecem outros espetáculos de dança balinesa. To be decided!

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