Category Archives: Minhas Histórias

Dez anos a mil!

Pois ontem fui na otorrino! Tenho problema respiratório, tá atrapalhando! Me incomoda na corrida, me incomoda pra dormir… Coça, corre, dá vontade de espirrar… Aquela coisa! Diagnóstico? Rinite alérgica!
Tá, nenhuma novidade. A novidade é que eu devo me livrar dos meus gatos. Sério! Não soltei uma gargalhada gigante na cara da doutora porque eu tenho boa educação… mas quase!

E ela ficou lá, insistindo, que eu tinha que me conscinetizar que a rinite poderia virar asma lá pelos meus 60  (quem se importa?), que os gatos tem uns “naolembroonome” que ficam no ar e irritam o nariz da gente e blá, blá, blá. “Não posso te proibir de ter gatos, fica da tua consciência se o mais importante pra ti é tua saúde ou teus gatos”, disse ela. MEUS GATOS! Tá dito!

Saí de lá e fiquei pensando numa crônica da Danusa Leão. Ela começa falando da frustração de pedir um sorvete de sobremesa e, de repente, chegar o garçom com aquela minibola (de sorvete, pra deixar claro!). Dá uma vontade de parar na primeira loja de conveniência, comprar um pote e mandar todo pra dentro. Por quê? Porque a vida da gente hoje é muito meia boca!

É tudo pela metade! Quer comer um doce? Não pode! Quer beber até cair? Não pode! Quer dar pro cara na primeira vez? Deusulivre! Quer dançar que nem o Rubinho no pódio? Never!
Nada pode! É tudo pela metade! Pode, ok, mas pondera, manera, controla… QUE SACO!

Me pergunto se é isso que buscamos mesmo. Melhor viver dez anos a mil ou mil anos a dez? Eu AMO bicho, vou ficar sem porque quando eu tiver 60 eu POSSO vir a ter asma? Ahhh, poupe-me do trabalho de argumentar! Posso morrer muito antes dos 60. E como são grandes as chances de isso acontecer nesse país… ou num tsunami em outro… whatever!

Por isso que eu digo: QUERO DEZ ANOS A MIL! A mil não, a um milhão… e quem não prefere assim, que aproveite sua vida pacata, chata… e longa!

CRÔNICA DA DANUSA:

Duas bolas, por favor…..
Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só!!
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa!
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de ‘fácil’).
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar !!
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em ‘acertar’, tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação…
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão…
Às vezes dá vontade de fazer tudo ‘errado’.
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim:
‘Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora’…
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga:
cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do ‘Law and Order’, uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente. OK?
Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago…….

Reunião de condomínio

Sabia que a alegria duraria pouco. Sabia! Apê bacana, prédio novo… vizinhos?? Malas! Óbvio.

Hoje tive minha primeira reunião de condomínio. Segunda, se considerar que sexta, na entrega das chaves, já decidimos algumas coisas. E estavam lá os futuros moradores, pais dos futuros moradores, dona de seis apartamentos, casais, gente nova, gente velha… e eu! Ahhhh, se eu pudesse pegar cada um deles e botar sentado quieto na cadeira, de boca fechada. Mas não, era um zoológico de jaulas abertas… Praticamente o Pampa Safari!

O síndico eleito, coitado, é mais prolixo que o mais prolixo dos taurinos. Dá pra imaginar? E eu lá tentando fazer os exercícios de respiração aqueles, pra deixar a gente calma. E o cara explicava, e re-explicava, e repetia… e eu me coçando pra não mandar ele ir pro próximo tópico porque tooooodo mundo já tinha entendido quando, de repente, o que acontece? Um levanta e faz uma pergunta cuja resposta é…. EXATAMENTE aquilo que o pobre síndico havia acabado de explicar mil vezesssss!

Me controlei e não joguei o velho longe, nem mandei calar a boca ou chamei de burro… Ao invés disso, pensei comigo: EU VOU DOMINAR O MUNDO! Certo! Por que das duas uma: ou eu sou muuuuito esperta, ou aquele povo todo (com exceção da Nana e do Cu, obviamente!) é muuuuito burro!

Uma vez um chefe meu disse que não adianta ser uma Ferrari se tu tiver que rebocar um Fusca. Triste a vida da pobre Ferrari. Mas tudo bem! O negócio é chegar em casa, abrir um vinho e relaxar. Essa foi apenas a primeira de muitas que virão!

Estou apaixonada!

Então, estou completamente apaixonada. Não sei bem como isso começou, se por causa da entrega do apê ou da constatação de que existem pessoas realmente especiais na minha vida… mas o fato é este: estou apaixonada!

Preciso dizer que sou apaixonada pela minha família. Sério, com todos os problemas que sempre existem, não poderia ter nascido num lugar melhor. Sou apaixonada pelos meus amigos. Tanto o meu “macharedo”, que me cuida nos jogos do Grêmio, quanto aqueles que me fazem rir até doer a barriga. Amo os que estão longe, amo os que estão perto e amo os que estão no meio do caminho também.

Sou apaixonada pelo meu trabalho. Ele me oportuniza tanta coisa: conhecer lugares legais, pessoas incríveis, fazer amigos pra vida. Amo trabalhar com gente. Amo ter minhas ideias valorizadas, amo ser útil e viajar….
Amo poder participar de semanas de moda em Paris e feiras em Hong Kong. Amo poder fazer um curso no Japão e aproveitar as férias no sudeste asiático. Amo conhecer gente nova…

Sou apaixonada pelos meus filhotes, que cada dia parecem estar mais carinhosos. Sabe quando tu aperta muito muito muito e mesmo assim parece que não consegue retribuir todo o amor que recebe? Assim!
Sou apaixonada por várias outras criaturinhas dessas, que nos dão esse amor assim, de graça.

Enfim, estou completamente, enlouquecidamente, totalmente apaixonada pela vida, pela minha vida. Nunca fui mal agradecida, sempre reconheci as oportunidades que me foram dadas, os presentes recebidos, os caminhos abertos… mas hoje, não sei, parece que eu preciso agradecer ainda mais. É esse amor todo que não cabe em mim! É essa vida toda boa que eu ganhei de presente!

Obrigada!

É hoje, é hoje, é hoje, é hoje

É hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje, é hoje.

Coincidência ou não, a novela do meu apartamento termina exatamente no mesmo dia em que termina a novela Viver a Vida. Hoje, finalmente, recebo a chave do meu apezinho e já na segunda entra marceneiro, cara do granito, do laminado… todo mundo trabalhando!

Preparem-se pro dia da mudança, precisarei de vários braços fortes.
Iuhúúúúúúú!

Beta muito feliz hoje!

Frio, chuva e falta de sono

Caí da cama hoje! Ainda não tô entendendo muito bem o por quê. Noite fria, caiiiiiiiindo água e eu lá, virando de um lado pro outro na cama quentinha, tal qual minhoca no asfalto quente.

Normalmente quando isso acontece, meu cérebro começa a trabalhar, então comecei a fazer um processo de esvaziamente cerebral, tentando não pensar em nada. Alguém já tentou? Não funciona! Quanto mais a gente esvazia, mais entra coisa nele. Daí tentei uma técnica de meditação, me concentrando e contando minha respiração…. 21893746823456 respirações depois e eu continuava lá, olhando pro teto.

Ler um livro? Logo descartei a possibilidade. Se eu chegasse a acender a luz, certo que nunca mais apagava. E o tempo passando… 5 da matina. Ok, ainda tenho duas horas pra dormir e descansar. Vamos lá, concentra! E nada! 6 da manhã e eu quase entrando em desespero.

Quando deu 6h45 eu levantei. Se tinha uma coisa certa, era de que eu pegaria no sono nesses 15 minutos e, as 7h, quando tocasse o despertador, eu não seria uma pessoa muito agradável. Por isso, cá estou eu, com minha caneca de café, lendo as notícias do dia e escrevendo no blog.

Melhor fazer as coisas com calma, pois hoje o dia será longo!

Energia que vem do mar

Ando com uma saudade do mar. Nem preciso me molhar, mas sentir o cheiro. Ah, que delícia que é o cheiro do mar. Sempre acho que praia faz bem: inverno, verão, tanto faz! O importante é a presença da atração principal: o mar!

Tá com gripe? Molha os pés no mar. Deixa a onda vir, molhar e levar a gripe junto com a onda que já se prepara para virar outra. Tá triste? Cansado? Senta na areia e deixa o cheirinho de água salgada limpar o organismo e te preencher com energia boa. Tá feliz? Admire e agradeça por aquela imensidão de força e beleza ouvindo o som do ir e vir das ondas.

O mar é democrático, aceita tudo: cores, raças, tamanhos, sexos, crianças, jovens, adultos, hippies, surfistas, patricinhas, pescadores, plataformas de petróleo, navios… Tudo cabe lá! E ele nem reclama… Como é bom o mar!

É naquela imensidão azul, casa de Iemanjá, que encontro a paz! Viro criança brincando nas ondas até sair de lá cansada, exausta, louca pra me jogar na areia que ainda carrega aquele cheirinho e admirar aquela beleza enquanto meu corpo recarrega com uma vibração acima do normal… totalmente do bem!

Que saudade do mar!

Mãe: o anjo de cada um de nós

“Mãe é mãe, só muda de endereço!” Quem nunca ouviu ou pensou nessa frase quando a mãe mandou pegar um casaquinho antes de sair porque poderia esfriar? Ou quando ela começou aquele interrogatório “com quem tu vai?”, “quando tu volta?”, “vai onde?”? Ou quando ela liga pra dizer que fez a comidinha que a gente adora? Ou pra perguntar se estudou pra prova, se chegou bem do jogo, se bebeu muito na festa?
O fato é que é isso mesmo. Mãe é mãe! E quando tivermos filhos, seremos iguais. Até porque mesmo que esse cuidado excessivo às vezes nos chateie, a gente sabe que no fundo, isso é nada mais do que um amor enorme, que não cabe num só coraçãozinho, e por isso, precisa ser dividido!
Eu acredito que, se Deus coloca um anjo na vida de cada um, só pode ser a mãe da gente. Só uma mãe é capaz de se jogar no mar pra salvar um filho, mesmo sem saber nadar. Só uma mãe é capaz de brigar de igual pra igual com quem quer que seja para proteger a cria. E só uma mãe é capaz de aguentar nove meses de desconforto, enjôos e privações por amor a uma criaturinha que ela ainda nem conhece.
A mãe é aquela que se preocupa com todos os detalhes: pro filho tudo, mesmo que pra ela, nada! Mãe é aquela que não desiste nunca, mesmo quando a gente já cansou da luta há muito tempo. Mãe é milagre, que gera vida e que cuida dessa vida pra sempre, até o último suspiro. A mãe dá a vida, prepara pra vida e liberta pra vida… mas nosso porto seguro mesmo, é nos braços dela. E sempre que dá, a gente volta pra lá.
Parabéns a todas as mamães por esse dia mais do que especial!
E os outros que me desculpem, mas a minha mãe é a melhor! Até rafting ela faz!

Lápis e borracha

Cada dia mais eu me surpreendo com o poder que tem o nosso cérebro. Se tu trabalha muito um tipo específico de raciocínio, ele vai virando craque naquilo e quando a gente menos espera, parece que a coisa vira automática. Por outro lado, por mais facilidade que tu tenha para um tipo de atividade, experimenta ficar muito tempo sem praticar pra ver o que acontece!

Pois bem, passado o segundo grau, optei pela faculdade de jornalismo, obtendo meu diploma em 2003. Foram-se quatro anos e meio de texto, texto, texto, gramática, português, literatura, técnicas de rádio, TV, jornal, revista…. O português bombando (aliás, quero aproveitar pra deixar claro que a não conjugação correta dos verbos é proposital pra que o texto fique mais próximo do que seria a história contada), não precisa de gramática, não precisa de regras de acentuação, pontuação… É tudo automático!

Agora pega esses quatro anos e meio, junta com mais seis (sim, seis!) anos que eu fiquei entre a colação de grau e o início do meu MBA e calcula a eternidade de tempo que eu fiquei sem fazer cálculo. Pois é, o máximo de matemática que eu usei durante mais de dez anos, foi dividir o valor do engradado de cerveja entre os presentes no churrasco. E nem sempre dava certo!
Aí ano passado eu decidi entrar no MBA da Fundação Getúlio Vargas. É, porque eu sou metida mesmo! Se é pra fazer uma pós, que seja na melhor escola. E se é pra fazer uma pós, que seja pra aprender coisas novas. Logo, nada de marketing pra mim, queria mesmo era gestão empresarial. No começo foi tudo bem, era módulo de gestão de pessoas, marketing, negociação… aí de repente começou a encrespar! Matemática financeira, contabilidade… com o detalhe que não consegui fazer nenhum desses dois e acabei caindo direto em Finanças Corporativas.

Imagina que delícia que foi a primeira aula. Eu olhando pra uma tal de calculadora HP, ela olhando pra mim, e muito poucos botões familiares entre nós. Pelo preço desse negócio, minha expectativa era de que eu ligasse a bichinha, fizesse a pergunta, e ela me desse a resposta imediatamente. Mas não! Ela fica ali parada, insistente. E não adianta desligar e ligar de novo que os números continuam lá. Tem comando até pra apagar o visor. Pode isso?

Sempre fui boa em matemática. Só peguei recuperação uma vez na vida, e foi em educação artística! Mas poxa, são dez anos sem fazer cálculos complexos, como reativar esse raciocínio? Agora que já acabou o módulo, aprendi que tem um botão que calcula a data, um que calcula a taxa, um que salva o valor presente e um que diz o valor futuro (entre outros, claro). Bonito! Agora, pra quem nunca mais utilizou o raciocínio matemático, como é que eu vou confiar num negócio desses? Me diz?

Ainda sou mais o lápis e a borracha do que esse trem aí!

Folga

Hoje não tem post pois a blogueira está de folga, comemorando o título de Campeão Gaúcho conquistado pelo Grêmio na tarde de ontem.

Amanhã tudo volta ao normal!

Beta in Wonderland

Sou apaixonada por Alice na País das Maravilhas, de Lewis Carroll. Já li mil vezes. E já indiquei pra outras mil pessoas. Sei que muita gente acha que é um livro infantil, mas na verdade, ele é muito mais adulto do que a maioria imagina!

São muitas as lições que tirei dessa história que, além de animais falantes e poemas inusitados, ainda coloca uma menina pra comer cogumelo. E ela cresce, e diminui, e cresce de novo… sempre parecendo estar do tamanho errado. Vamos excluir o fato de que o cogumelo ali pode simbolizar drogas e nos ater para a incrível sensação de não se encaixar em lugar nenhum. Como se estivéssemos sempre no lugar errado. Quem nunca se sentiu assim?

Outra parte que eu gosto muito, é quando a Alice está muito grande e começa a chorar. Não demora muito para que o leque do Coelho Branco a faça diminuir e adivinha onde ela acaba caindo? Dentro de uma lago de lágrimas que ela mesma criou! Agora cá entre nós, são realmente as crianças que precisam aprender essa lição? “Eu gostaria de não ter chorado tanto”, disse ela.

Tem ainda o bebê da duquesa, que de tão maltratado, acaba virando um porco. Sorte da Alice que ela não vive no mundo real, ou esse bebê se transformaria num assaltante, sequestrador, homicida…

A crise de identidade da Alice, que se dá durante toda a história, é uma referência muito forte a maior dúvida da universo: Afinal, quem somos? “Quem sou eu?” Ah! esta é a grande confusão!” E Alice começou a pensar em todas as crianças que ela conhecia e que tinham a mesma idade dela, para ver se tinha se transformado em alguma delas. “Eu tenho certeza que não sou Ada”, ela disse, “porque os cabelos dela são enrolados e os meus não. E eu tenho certeza que não sou Mabel porque eu sei muitas coisas e ela, oh!, ela sabe tão pouco! Além disso ela é ela e eu sou eu e…puxa, que confuso isso tudo é!”. Pois é Alice, quem disse que viver era fácil?

Nem pra Rainha de Copas a vida é fácil. Antes mandar decapitar todo mundo do que ouvir críticas a si mesma. E mesmo tão rancorosa, ainda se viu disposta a contar histórias e ensinar Alice a fazer sopa de falsa tartaruga! Ninguém é totalmente mal… e ninguém é totalmente bom! É ou não é?

Por fim, quando a Alice decide voltar pra casa, se depara com uma bifurcação e para, pensativa e em dúvida sobre qual caminho seguir. Nessa hora aparece o Gato de Botas, que pergunta:
– Qual o problema Alice? Posso te ajudar?
– Estou em dúvida sobre qual caminho seguir.
– Aonde você quer chegar? – perguntou o gato.
– Eu não sei.
– Ora, se você não sabe aonde quer chegar, então qualquer caminho serve….

Preciso dizer mais alguma coisa?

E afinal de contas, por que mesmo que um corvo se parece com uma escrivaninha? Pouco importa, afinal cada um tem o seu País das Maravilhas e, pra chegarmos lá, basta se deixar levar pela imaginação…

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