De volta ao mundo dos livros

 

Ando numas de que tô lendo pouco. Pra quem lia pelo menos um livro por mês, esse ano tô muito em débito com as livrarias. Tenho muitos livros bons lá em casa e, obviamente, sigo comprando aqueles que conversam comigo das prateleiras ou mesmo dos sites de venda online. A lista de pendências só aumenta e fui obrigada a tomar uma decisão.

Por um tempo vou esquecer meu curso de mandarim online, vou abandonar meus seriados favoritos, e vou dedicar uma parte maior do meu tempo a leitura. A partir de agora, assisto TV até as 22h, depois disso é leitura. Pelo menos uma hora. E como sempre gostei de ler mais de um livro ao mesmo tempo, resolvi colocar três na roda. É bom variar os temas e combiná-los com o contexto em que está inserido o momento da leitura.

O primeiro deles eu estou terminando. Chama-se Bilionários por Acaso e conta a história do Facebook. É o livro que baseou o filme, que eu já vi, mas que mesmo assim, traz alguns fatos novos e uma compreensão diferente de quem é bandido e de quem é mocinho. Esse livro eu carrego pela casa, pra todo canto. Leio trechos enquanto cozinho, ou mesmo nos intervalos dos meus programas de televisão favoritos.

O segundo que comecei a ler, mas que empacou logo no início, chama-se Modernidade Líquida. O livro foi uma indicação da professora de comunicação estratégica e é doido que só vendo. Já deveria ter imaginado, já que foi escrito por Bauman. Ele fala que a modernidade é fluida, como líquido, pois é passível de muitas mudanças e preenchem espaços por apenas alguns momentos. Aham, tá bom! Senta lá, Claudia!

O terceiro que comecei, mas que devo terminar em breve, chama-se A Insustentável Leveza do Ser. Engraçado como muita gente leu esse livro na adolescência e eu só tive acesso a ele agora. Foi assim com O Pequeno Príncipe! Todo mundo leu aos 10 anos, eu li aos 20! Vai entender!

Na lista de pendências ainda estão O Poderoso Chefão 4, Dom Quixote, uns policiais tipo “leitura de avião” e a coleção completa do Guia do Mochileiro das Galáxias. É muita coisa pra por em dia. Melhor seguir meu plano de leitura para que eu consiga dar uma adiantada antes de virem outros. Essa história de pós MBA só faz aumentar minha lista de desejos.

Que meus olhos sigam enxergando e que meu cartão de crédito siga segurando as pontas. Vem muitas emoções por aí!

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A saga do visto americano

A aventura toda começou quando o Rogério, o agente de viagem, me disse que não havia mais horários para entrevista de visto americano antes da data da minha viagem. Pânico total! Seria minha primeira viagem de trabalho aos Estados Unidos e eu não estava disposta a deixar essa oportunidade passar.
“Recife!”, ele disse. “Tem horário em Recife! Topas?”. E lá estava eu, entre todos os documentos que são solicitados, mais fotografia, mais comprovantes disso e cartas daquilo, com a opção de passagem para avaliar. Como já fiz algumas vezes, não dei muita bola e aprovei o itinerário. Claro que, todas as vezes em que neglicenciei essa etapa da viagem, mofei horas em aeroportos graças a conexões estapafúrdias.
Mesmo assim, ainda não havia aprendido a lição.
A ida contava com uma parada em São Paulo. O que eu não esperava é que essa parada seria de quatro horas!!! QUATRO! Para só então pegar o próximo vôo, Gol, rumo a meu destino final. Nos dois trechos, meu assento era na janela. Claro, na Gol eu não sou VIP como na TAM, e lá, eles ainda não descobriram que eu PRECISO sentar no corredor devido a minha necessidade que se manifesta com uma pontualidade quase britânica, de fazer xixi de cinco em cinco minutos.
Tudo bem! Me concentrei e fui, torcendo para chegar logo no hotel para pedir algo para comer que fosse diferente de amendoim e barrinha de cereal. Uma rápida olhada no Google Maps e logo fico sabendo que o hotel fica a apenas cinco minutos do aeroporto. Melhor não avisar o taxista sobre esse detalhe antes de entrar no carro!
“Táxi?”, gritou um cara logo na saída do portão de desembarque. Fui com ele até o carro e, quando já havíamos começado a andar, larguei a bomba: “Nacional Inn, por favor, fica aqui pertinho!”. “Já sei onde é”, ele disse, “pode contar três minutos no relógio”. E nesse instante ele decidiu que a melhor forma de tratar uma fulaninha que tira ele da fila para uma corrida de três minutos, seria mata-lá durante o percurso. Ele não conseguiu, mas se esforçou bastante!!
Chego finalmente no hotel. Preencho a ficha. Vou logo avisando que quero um late check out para o dia seguinte. Quando termino de falar, o senhor calma e gaguejantemente diz: “Senhora, nós tivemos alguns problemas de infiltrações em alguns quartos, por isso estaremos lhe realocando em um outro hotel. O motorista irá lhe levar e, amanhã, a senhora nos liga que lhe buscaremos no hotel e lhe levaremos ao aeroporto.”
Great! A saga ainda não havia terminado. E lá fui eu, para o novo hotel. A boa noticia é que esse era de frente para o mar e que eu não gastaria com táxi. A má era que, obviamente, o room service já havia encerrado e não tinha nada para comer no quarto. “O frigobar do quarto está vazio. A senhora pode solicitar as bebidas aqui embaixo”, ele explicou! “Duas cervejas, por favor, e geladas!”. Quem não tem cão, caça com Skol.
 No outro dia acordo às seis da manhã para não correr o risco de chegar atrasada para a entrevista. Logo que toca o despertador, dou um salto da cama, achando que já era perto do meio dia e que eu havia perdido minha chance. Mas não, estava tudo certo! Incrível como o sol já está alto em Recife às seis da manhã. Tomo café da manhã, que no fim foi melhor do que o esperado e sigo, toda emperequetada, rumo ao Consulado americano.
Logo na chegada, recebo um número. Essa seria minha identifição até o veredito ser pronunciado em alto e bom som. 644! Menos mal que não era 666. E lá vou eu, junto com outros tantos ali transformados em gado marcado, passar pelas etapas todas até falar com a criatura que interessa de fato! Mostra comprovante de pagamento, escreve o tipo do visto, entrega formulário, põe as digitais numa maquinha e…
Finalmente, chega a hora fatídica.
Devo confessar que estava nervosa. Mesmo tendo tudo o que um requerente precisa, mais cartas, convites e um visto vencido, nunca é possível saber o que se passa na cabeça de um americano. Quando ele pronunciou meu nome, o nervosismo aumentou. A tentativa dele de falar o português criava quase que um novo idioma, macarrônico, beirando o ridículo, e tive que me controlar pra não rir.
Visto aprovado, saí do brete em busca de um táxi e, para minha sorte, encontrei um cujo motorista me explicou tudo sobre corrupção, super faturamento de obras, omissão dos vereadores e a forma de pensar da população nordestina. Era tudo o que eu queria, realmente. Mania que esse povo tem de falar. Era eu soltar um “tu” qualquer que já vem querendo saber de onde sou, quando cheguei, porque e para onde vou, se já vim outras vezes. Afe! Me deixem! “Desculpe senhora”, disse ele quando chegamos, “eu falo demais e sei que gaúcho não gosta muito de falar.” Mais essa agora!
Cheguei no hotel, fiz uma horinha e liguei pro pessoal do Nacional Inn. Queria que eles me levassem ao aeroporto. Era parte do pacote e eu não abriria mão desse beneficio. Pelo menos não depois de tudo o que passei. Vai que o próximo taxista quisese discutir a economia mundial ou pior, tentar me transformar em uma torcedora do Sport, do Náutico ou do Santa Cruz! Ah não! Paciência tem limite!
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Ratinhos de laboratório

Na minha última aula, sobre modelos de tomada de decisões, muito foi falado sobre neurociências, neuromarketing. Não dá pra negar que já virou moda, que é a nova tendência de mercado e que obviamente, desperta nossa curiosidade e ativa nossas ideias.

Dentro dessas novas ferramentas neuromodernistas, uma que me chama muito a atenção é o uso de odores para estimular partes específicas do cérebro. Sabe o cheiro de carro novo? Ele não é cheiro de carro novo de verdade! Ele é um cheiro, colocado no carro, que nos faz percebê-lo como novo!

Sabe a pipoca do Cinemark? Sabe quando tu vai no cinema e jura que dessa vez não comprará o maxi-combo-mega-blaster, mas quando chega, aquele cheiro te transforma e quando tu menos espera, tá lá, com o super pacote debaixo do braço? É chocante o que vou dizer, mas aquele cheiro não é de pipoca! É um cheiro colocado dentro das tubulações de ar, que nos faz desejar comer pipoca. Incrível, não?

Me sinto um ratinho de laboratório ao pensar que áreas do meu cérebro são estimuladas sem minha consciência ou, no mínimo, permissão. Somos cobaias de um universo paralelo dominado por neuroespecialistas. É a Matrix dos psiquiatras!!

Revolução das máquinas? Pra que tanto? Pobres mortais programadores que achavam que um dia poderiam criar um mundo ilusório, onde pessoas entrariam e sairiam dele através de telefones fixos. O lance agora é estudar nossa cabeça, com o que já se sabe, parece fácil transformar seres humanos em robôs controlados por estímulos variados.

Alguém duvida? Há pouco tempo ganhei um vidrinho com o cheiro da Daslu! Isso! Agora minha casa pode cheirar igualzinho a Daslu! Depois dessa aula, classifiquei o vidrinho como instrumento do demo. Melhor ficar cada vez mais atenta a cheiros, cores e sons. Pelo menos até os nano robôs serem implantados em nossos cérebros!

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transformando suor em… chocolate!

Tenho pra mim que se a gente é do bem, faz coisas do bem, ou pelo menos tentando fazer o bem, o universo conspira a favor. E na verdade, minha vida sempre foi assim mesmo. Sempre que algo de bom acontece, penso nisso: “Estou sendo recompensada”!

Aí semana passada eu tive todas as minhas forças e energias sugadas por um grupo de jornalistas franceses que decidimos trazer ao Brasil. Todinhas! Não me sobrou nada além dos ossinhos! Não vou eu aqui, me atrever a julgar pessoas e defini-las como do bem ou do mal. Mas o fato é que era um grupo infantil e desrespeitoso. Aí já viu…
Além de gostar muito do meu trabalho, eu o considero nobre. Verdade! Eu trabalho para fortalecer uma indústria inteirinha. Para criar uma marca Brasil forte em diversos países. É ou não é nobre? E uma grande responsabilidade!
Uma ação em prol desses objetivos, é trazer jornalistas internacionais ao Brasil. E foi o que eu fiz! Isso significa que, mesmo muito querendo rodar a baiana e dar uns gritos, não posso dar a eles uma possibilidade sequer de falar mal do Brasil ou dos brasileiros. Mesmo que esse brasileiro seja eu!
O grupo voltou pra Paris na sexta. No fim de semana inteiro, eu sonhei que estava dormindo. Deu pra entender o nível de exaustão? Mas agora já passou. Minha vida voltou ao normal. Minha energia já voltou a quase 100% e minha recompensa por todo esse esforço já deu as caras…
… KitKat volta a ser vendido no Brasil! Nem preciso dizer mais nada!
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Voutejuntararoupaaopél

Meus pais estão indo pra Portugal. De férias, passear. Coisa mais boa. Eu já fui pra Portugal. Adorei! Comecei por Porto, fui pra Aveiros (sim, fui mesmo!) e parei em Lisboa. Além de ser um país muito bonito, eles consomem muito da nossa cultura. É engraçado, quase como se nós é que fôssemos os colonizadores.

Mas o mais legal de Portugal é a língua. Sim, porque a gente não fala português. Definitivamente. Aliás, a gente, em português, é esquisitíssimo! E o português é muito divertido. Muito! Mais ainda em Porto, que é lá no norte, quase na pontinha. Foi lá nessa cidade do vinho/licor mais famoso do mundo, que passei por alguns perrengues.

Primeiro que eu e a Mônica estávamos hospedadas na casa de um rapaz que ninguém conhecia, como vínhamos fazendo desde o início do mochilão, através do Couchsurfing. Aí quando a gente (olha o a gente aí de novo!), enfim, quando a gente chega, ele nos comunica que tinham entrado na casa, essa onde ficaríamos, e roubado o computador dele.

Ótimo começo! Aí, é claro, o André (o rapaz esse), nos colocou num carro e fomos nós pras favelas de Porto atrás do mau elemento que havia roubado seu preciosíssimo laptop. Imagina agora as discussões atrás de informações, em português. Tipo assim, em português e mega rápido. Imaginou? Agora multiplica! Não entendíamos bulhufas, mas sobrevivemos. Sãs e salvas, mas sem o computador, retornamos.

No dia seguinte a aventura foi mais leve. O André nos levou pra praia, e levou também o Simon, filho dele. Um pré adolescente daqueles que cresceu em tamanho mais ainda é uma criança por dentro, sabe? Enfim, lá pelas tantas ele tava incomodando e eu, com toda minha sutileza disse: “Para quieto ou teu pai vai te dar uma tunda de laço”. Tunda de laço? De onde foi que eu tirei isso? Óbvio que eles não saberiam do que eu tava falando. Um Catarina não saberia do que eu tava falando.

Muita discussão e várias explicações depois, eis que o André nos fala como seria “uma tunda de laço” em português. “Voutejuntaraoroupaaopél”. Heeeeeein? “Voutejuntararoupaaopél”, ele repetiu. E eu e a Mônica só nos olhando. Que língua é essa???? Daí ele repetiu devagarinho: “Vou-te-juntar-a-roupa-ao-pelo”. Claaaaro! Agora tudo fazia sentido.

Realmente tem coisas que só Portugal faz por você!

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As quatro estações

Mania que o povo tem de dizer “uuuuuuui, que calor”, ou “odeeeeeeio esse frio”, ou ainda “não vejo a hoooora do verão terminar”. E esse é só o começo para discussões intermináveis sobre qual a melhor estação, qual dá mais ânimo, qual a mais díficil de nos tirar da cama ou qual a melhor num consenso que nunca existiu.

Pois eu gosto de todas as estações. Todinhas! Claro que no finzinho de cada uma, já estamos esperando pela próxima, mas isso é da nossa natureza, sempre ansiosos pelo que está por vir. Claro que em dias de calor intenso, sonhamos com aquele passeio pelos iglus do Polo Norte. E claro que em dias de congelamento de couro cabeludo, só conseguimos pensar na nossa cama e em todos os edredons que estiverem no armário.  Isso tudo é natural!

Mas todas as estações são lindas. Cada uma com seu romantismo específico, com seu charme diferenciado e com sua beleza única. Sorte de quem, como eu, mora em um estado que marca certinho as quatro fases climáticas do ano. Sorte dos que, como eu, podem subir as roupas de frio quando o verão aparece, e subir as de verão quando os primeiros sopros do Minuano começam a chegar.

Coisa mais linda são os jardins e parques, todos floridos no auge da Primavera. Nenhuma alergia no mundo tira o brilho das flores e de todas as suas cores. É a estação da vida, do nascimento, das revelações. Coisa boa ver o sol nascer do mar. Que bela combinação essa: sol e mar! Mesmo com suor e toda a trabalheira do protetor solar, nenhuma energia é tão forte quando a do Verão. É a fase da ação, quando temos disposição e vontade para as mais diversas atividades.

Depois de muito calor, o Outono chega, soprando ventos e derrubando folhas. Tô pra ver paisagem mais linda do que a cascata de folhas de plátano na subida da serra. É hora de começar o estoque de vinho tinto e deixar a estação varrer a sujeira das nossas vidas. E finalmente chega o Inverno, com aquele frio de rachar beiço, literalmente falando, mas que aproxima as pessoas. Talvez por isso, essa seja a estação mais romântica. Lareira, cobertor, fondue, um vinho bom e uma companhia gostosa… Preciso dizer mais alguma coisa?

O negócio é agradecer pelo anti-alérgico, pelo ar condicionado, pelas paredes quentes e pela estufa ligada nos pés. De resto, é só curtir cada momento e aproveitar a vida, pois assim como as estações do ano, também estamos apenas de passagem por essa vida.

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No dentista…

Aí chego eu no dentista:
_ Bom dia. Minha dentista me encaminhou para que o senhor retirasse meus sisos.
_ Fácil! Trouxe a radiografia?
_ Sim. Aqui!
_ Mas essa radiografia já tem mais de um ano!!!
_ Eu sei, eu sei. Mas quanto um siso pode ter mudado de um ano pra cá? Sejamos razoáveis.
_ Mais de um ano e eu que preciso ser razoável?
_ Aham!
_ Ok, para quando podemos marcar a cirurgia?
_ Bom, eu não posso nessa semana, nem na outra. Na próxima então, nem pensar. Fim de junho? Início de julho?
_ Posso saber por que tu resolveu consultar hoje, com uma radiografia de mais de um ano, se tu só pode fazer a cirurgia daqui um mês?

Tem coisas que nem Deus sabe a resposta!

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Aaaaaaaaatchimmmm

Tá bom! Sei que rola um papo de que espirrar faz bem pro coração. Mais do que isso, que espirrar é uns tantos avos de um orgasmo. E mesmo que o espirro joga pra fora do corpo um monte de bichinhos do mal que ficam lá dentro. Mas cá entre nós, I don´t give a shit.

Aposto que não foi nenhum alérgico que descobriu, e muito menos quem divulgou essas informações. Por que alérgico nenhum sente prazer em espirrar. Os que gostam da coisa são aqueles que se atacam assim, uma vez por mês. Dão lá seus três espirros e pronto. Passou!

Agora vai perguntar pra um que tem rinite. Aham! Pergunta pra alguém que, assim como eu, espirra cinco vezes seguidas a cada três minutos. Alguém que tem vontade de arrancar o nariz fora, de tanta coceira e que já pensou seriamente em enfiar um escova de limpar mamadeira narina a dentro pra ver se passa aquela cosquinha que começa lá no cérebro.

É super fácil de conviver com rinite. Apenas devemos ter um pouco de cuidado com cheiros, o que é tranquilo, já que ninguém nunca exagera no perfume e, é claro, produtos de limpeza vêm com cheiros da natureza. Também não podemos nunca varrer a casa, apenas passar pano úmido que, é claro, fica lindo quando passado sobre a sujeira. Arrumar armário? Nem pensar. É exatamente por ter realizado essa tarefa que quase perdi a vida entre blusões de lã e outras roupas de inverno.

Isso tudo sem contar aquelas irritantes dobrinhas sobre o nariz, de tanto que o amassamos na tentativa de aplacar a coceira. Ou o fato de que todo dia pela manhã, fico igual a Emília do Sítio do Pica Pau Amarelo quando, logo após passar o rímel, vem aquele aaaa, aaaa, aaaa…. TTCHIIIIIMMMMM!

É, orgásmico ou não, vou precisar de muitos outros argumentos para aceitar minhas crises de espirro numa boa. Se alguém souber de alguns, por favor, me avise!

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O moedor

Acho que já contei aqui no blog que, sempre que tô muito irritada com alguma coisa ou com alguém, visualizo tudo sendo colocado no moedor de carne. Na minha cabeça sempre o moedor é daqueles antigos, prateados, com manivela, sabe?

Começo pela mão da pessoa e, quando eu vejo, ela inteirinha já virou recheio de linguiça. É! Cada um com sua forma de extravasar. Pelo menos por enquanto isso é só pensamento!

Hoje tem tanta coisa pra por no moedor que daria pra acabar com a fome do mundo só com as linguiças que eu faria. Em homenagem a esses, segue a fotinho:

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Fim ou recomeço?

E agora essa: mataram o Osama Bin Laden. Mexeram num vespeiro que tava quieto, parado. Justiça? Isso eu não discuto! Contra ou a favor de pena de morte, se matarem um dos meus, vou querer ver o assassino picadinho e frito com cebola. Mas e o discurso aquele de violência gera violência? Ninguém pensou nele?

Me preocupa esse alarde que os Estados Unidos faz em cima de guerras e feitos como esse. Não faz nada além de provocar a ira dos inimigos e aliados. Se a mira deles estava voltada pro outro lado, ela foi, com certeza, redirecionada de volta para o lado das Américas.

Não, não tenho receio de que respingos dessa guerra estúpida cheguem ao Brasil. Felizmente nosso País ainda não se mete em briga que é dos outros. Mas por causa da morte de um infeliz, novamente milhares de civis serão atacados durante sua pacata rotina diária. E pensar que a desculpa para essa barbárie seja Deus. Ou Alá. Talvez seja mesmo o fim do mundo…

Eu estaria eufórica, comemorando junto aos milhares de cidadãos em festa nessa dia, caso alguma força de inteligência tivesse conseguido destruir planos e estratégias da Al Qaeda. Estaria nas ruas, estampando um sorriso no rosto, caso a organização criminosa tivesse sido desintegrada. Vibraria muito caso as manchetes fossem sobre a paz e o entendimento no Oriente Médio.

Enquanto isso não acontece, só me resta torcer para que os parceiros de Bin Laden não sejam tão ambiciosos quanto seu líder. Para que entendam que não vale a pena morrer para provocar o sofrimento de outros. Torcer para que o dinheiro de armas e de instrumentos de defesa seja direcionado para causas humanitárias. Só me resta acreditar que um dia isso terá fim.

Até lá, nossos corações permanecerão inquietos. Sempre preocupados em evitar o mal, que parece chegar cada vez mais perto. É só dobrar a esquina…

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